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Instruções Leonísticas: Como será o futuro leonístico?CL Paulo Fernando Silvestre
Um dos assuntos que mais se comenta atualmente é o destino do Lions Clube. A pergunta que mais se faz é como será o futuro do Movimento Leonístico? Gostaria de formular duas perguntas sobre que destino estamos seguindo: Primeiro: Estamos no caminho certo? Segundo: Com que forças poderemos contar? Minha resposta à primeira pergunta é: Sim! Estamos no caminho certo. Nossos programas são válidos e atuais. Com muito cuidado e ponderação temos contribuído enormemente para o desenvolvimento humano. Ao mesmo tempo, estendemos nossa organização a 200 países e com aproximadamente 1.400.000 associados. E, ante a complexidade de dirigir tão imensa organização internacional, temos procurado nos adequar com meios e técnicas modernas. Assim temos procurado melhorar e atualizar os nossos meios de comunicação, a nossa literatura, os nossos controles operacionais e o nosso sistema de computação. Em resumo, dentro de nossas limitações financeiras os clubes, os distritos têm procurado manter uma estrutura administrativa à altura do crescimento e das necessidades da nossa organização. Esse é o caminho que escolhemos, o caminho das boas ações praticadas todos os dias, dos projetos ousados que desafiam a nossa imaginação, a nossa inteligência e a nossa liderança. É esse o caminho que o Lions Clube deve seguir para atingir um futuro promissor. Com relação à segunda pergunta. Com que força poderemos contar? É preciso dizer que, em última análise, toda a nossa força e todo o nosso poder se concentram no leão. Cada leão é a força real do destino do Lions, homens e mulheres que livremente aceitaram o Lions e que estão sempre animados e dispostos a servir. Em 1.917 havia um só homem, Melvin Jones, empolgado por essa idéia. Hoje, em 2007, possuímos aproximadamente um milhão e quatrocentos mil Melvin Jones. De todas estas linhas de pensamento surgiu-me a idéia de discorrer sobre o Lions atual e qual seria o futuro de nossa organização. Os princípios fundamentais sobre os quais Lions foi edificado são básicos e continuarão a ser os pilares sobre os quais continuamos a construir no futuro. Entretanto, nenhuma obra do homem é perfeita e acabada, sempre há lugar para melhoramentos em qualquer organização. Em conseqüência acredito ser saudável e construtivo dar ensejo a se pensar em novas maneiras de se fazer as coisas, novas idéias construtivas, todas planejadas e destinadas a aperfeiçoar nossa eficácia na consecução do ideal de servir a humanidade e trabalhar pela paz mundial. Sempre entendemos que uma organização não pode permanecer estática. Se não progredir, regredirá fatalmente. O Lions tem sido grande em todos estes anos de serviços, mas ainda pode ser muito maior no futuro. Indaga-se pelos "quatro cantos" do planeta como será o futuro do Movimento Leonístico? Esta é, certamente, a pergunta que hoje em dia mais preocupa o mundo leonístico. Se for verdade que Lions muito tem realizado e, de um modo geral, continua a crescer quer em número de associados, quer em número de clubes e também na prestação de serviços, também é verídico que, em várias partes do mundo, atingiu uma posição estática, onde os Lions Clubes atuais mal estão mantendo seus quadros sociais, quando não, vendo-os decrescer. Dificuldades iguais podemos encontrar com respeito à baixa freqüência dos associados, a queda do número deles e de sua fraca participação, dificuldades estas que atormentam muitos clubes. Visualizando este quadro negativo e num esforço para combater tais problemas ásperos e manter a pujança do Lions Clube que todos desejamos, crescente e dinâmico, poderemos criar nos clubes uma "Comissão de Novos Rumos", para que, através das sugestões solicitadas a todos os companheiros, descubramos novos caminhos e novas possibilidades de ação do Lions na consecução de seu objetivo futuro. De um modo geral procuramos respostas às seguintes indagações:
Esta "Comissão de Novos Rumos" nada mais será do que um instituto de pesquisa que visa o aperfeiçoamento do Lions Clube como instituição internacional. É óbvio que, para o sucesso da mesma, além da contribuição de seus integrantes, espera-se a colaboração de cada companheiro, sugerindo-lhe novas idéias, novos programas e opções para consecução da sua tarefa, tendo presentes as três indagações anteriores. Em particular, a Comissão de Novos Rumos estará solicitando o seguinte: 1. Idéias para novos programas, novos conceitos e novos procedimentos. O Programa Sightfirst (A Visão em Primeiro Lugar) é um excelente exemplo de um projeto bem sucedido em âmbito internacional. Mas novas idéias não precisam ser tão grandiosas e/ou abrangentes. Idéias bem mais modestas podem gerar melhores e maiores impactos no Lions em nível de clube, região ou distrito. As possibilidades são ilimitadas. Deve haver um grande número de maneiras para alargar nosso envolvimento nessa área tão vital do Lions Clube. Precisamos urgentemente sair da acomodação e da letargia em que nos encontramos e aplicarmos nossas habilidades e energias para respondermos às necessidades da comunidade e satisfação de todos nós. 2. Novas e melhores maneiras de utilizar a experiência e habilidade de nossos ex-administradores. Para fim de exemplo, tomemos o de uma empresa que gastasse milhares de reais no contrato e treinamento de seus executivos e, no final do ano, todos se despedissem. Certamente todos estão a concluir que, em pouco tempo, aquela empresa estaria falida e tenderia ao desaparecimento. Muitos clubes de Lions não fazem exatamente assim com estes ex-administradores altamente motivados? Analisemos a figura dos ex-governadores. O enorme investimento: de tempo, trabalho, saúde, aprendizado, dinheiro, alegria, tristeza, tensão, emoção, decepção, representado pela doação de um ano inteiro de sua vida servindo como governador, não deve ser jogado fora ou permanecer sem uso. Ele tem de ter retorno, como se fosse um capital investido. A partir do momento em que, voluntariamente, ele aceita uma indicação e passa a exercer um cargo dentro do seu clube, região ou do distrito, ele deve assessorar o dirigente leonístico e suplementar os esforços deste em tarefas de difícil execução, principalmente no trabalho de fortalecer o clube fraco, infundindo entusiasmo, utilizando a experiência adquirida no passado, a serviço do futuro do Movimento Leonístico. É lógico e claro que, com alguma criatividade, visão e iniciativa, poderemos descobrir as melhores maneiras de utilizarmos à força de trabalho destes ex-administradores de Lions. A correta utilização desses companheiros será um dos nossos mais estimulantes desafios. Precisaremos e necessitamos urgentemente encontrar as respostas. 3. Novos modos para aperfeiçoar e revitalizar os programas e os procedimentos vigentes na organização a fim de torná-los mais eficazes. Poderemos iniciar esta caminhada com um olhar altaneiro e penetrante em Lions. Levemos em consideração de ter-se cada programação existente e indaguemos: Qual o objetivo (foco) deste programa? Está sendo alcançado? Se não está, por que e como poderíamos torná-lo mais eficaz? A apresentação sob outra forma, ou outro tipo de abordagem, mais recursos ou outro pessoal, faria alguma diferença? Ou o programa é que está fora da realidade e, portanto deve ser abandonado? Respostas a todas estas indagações existem e sinceramente, cabe aos companheiros encontrá-las. Assim, coloco meus olhos no horizonte no início desta gestão 2006/2007 e lanço um desafio: 2500 companheiros no Distrito LC-2 na gestão 2010/11. No Ano Leonístico 2009/2010 que o nosso distrito possua 2.500 sócios! Será possível atingir tão desafiadora meta? Creio que sim. Muitas oportunidades estão se abrindo para o Lions. Novos horizontes de serviço que certamente criarão interesse e oportunidade para novos companheiros. O ingresso da mulher em Lions nos dá uma perspectiva imensa de crescimento. Sim, creio que podemos alcançar esse objetivo, desde que o ponto de partida seja hoje. É imperioso que Lions cresça num mundo que se desenvolve em imensa velocidade. O maior desafio, porém, será crescer em quantidade, mas também com qualidade. Para que o Lions tenha um futuro promissor, precisamos de homens e mulheres com vocação de servir, que usem suas mãos, seus cérebros e seus corações para tornar este mundo melhor, mais justo e mais feliz. Gente de boa vontade, de fé e de entusiasmo! A nossa missão futura é encontrar e integrar essas pessoas em Lions. Se durante as quatro próximas gestões leonísticas cada clube apresentar um crescimento real anual de pelo menos quatro novos e bons companheiros, a meta de 2500 sócios será alcançada. Mais clubes, mais leões e mais amigos. Vamos valorizar o Lions tornando-o muito maior, com mais força de trabalho e mais poder de ação. Trabalhemos com entusiasmo na busca de novos companheiros e compartilhemos com eles a nossa esperança de um futuro brilhante para o Movimento Leonístico Mundial. Vamos crescer em quantidade e qualidade, certos de chegarmos em 2010 com um Lions Internacional forte e pujante com 2.000.000 de companheiros. É assim que eu vejo o futuro do Movimento Leonístico Mundial.
Lions Clube ou
apenas Lions
CL Paulo Fernando Silvestre
O tema que lanço à meditação e à análise dos CCLL quebra uma antiga tradição, exige um difícil posicionamento e só com muito trabalho e persistência conseguiria a aprovação desta idéia tão polêmica. O tema proposto é audacioso, é um sonho, é um anseio. É uma idéia, que tal qual uma semente, no futuro poderá germinar. Assim, procurem compreender, ou até melhor, sentir a minha idéia. Positivamente não gosto da palavra clube associada ao nosso Movimento Leonístico: Lions Clube de S. Paulo/Ipiranga, Lions Clube de Campinas - Centro, Lions Clube de Campo Grande - Cidade Morena, Lions Clube de Cuiabá - Leste, Lions Clube de Curitiba - Batel, Lions Clube de Florianópolis, Lions Clube de São Paulo - Centro, Lions Clube do Rio de Janeiro, Lions Clube de Vitória e Lions Clube de Goiânia - Norte Clube, não tem a conotação de um grupo de pessoas dispostas a servir altruisticamente, unidos pelo nobre ideal de servir. Clube, tem a conotação de uma agremiação esportiva, social ou similar. Tênis Clube de São Paulo, Jockey Clube de São Paulo, Clube de Regatas Tietê, São Paulo Futebol Clube, etc. O Lions é, muitas vezes, confundido e assemelhado com agremiações, cujos méritos e valores reconhecemos, mas que nada têm em comum com o Movimento Leonístico que nos irmana através de um sublime ideal, com uma dignificante missão, como homens livres, líderes e voluntários. Quantos CCLL "mal informados ou distraídos", ao responderem à pergunta: - A que clube você pertence?, Respondem: - Sou sócio do Palmeiras, do Clube Pinheiros, etc. Uma resposta dessa natureza demonstra total e completa ignorância do que o Lions é verdadeiramente. Quantas vezes somos abordados por pessoas perguntando quanto se paga para ser associado do Lions Clube e quais atividades esportivas que o clube possui. A Cruz Vermelha é clube? A Legião Brasileira de Assistência é clube? O escotismo é um clube? Porque então o Lions deve ser chamado de clube, que no meu ponto de vista pessoal diminui a sua grandeza. Não seria melhor dizermos: Lions de S. Paulo/Ipiranga, Lions de Campinas - Centro, Lions de Campo Grande - Cidade Morena, Lions de Cuiabá - Leste, Lions de Curitiba - Batel, Lions de Florianópolis, Lions de São Paulo - Centro, Lions do Rio de Janeiro, Lions de Vitória e Lions de Goiânia - Norte. E entre nós, oficializaríamos o que tanto já se usa:
Fica o assunto para meditarmos dentro do espírito de liberdade de um tema que pessoalmente me inquieta, porque valorizo Lions de forma a considerá-lo muito mais do que simplesmente um clube. |